mayara c.
Acho que todos já tiveram a experiência de, no alto de seus seis ou sete anos, cultivar um feijão em um copo de café. Embeber um algodão em água e colocá-lo, como não quer nada, num canto que bata um pouco de Sol. E observar, com a respiração presa e o coração quase saindo pela boca, aquele filete verde-vivo de vida sair por dentro da casca morta e se exibir, magnânimo, como prova suprema que a vida existe até nas coisas mais adormecidas.

Lentamente acompanhar, no dia-a-dia, o seu desenvolvimento. E sem perceber, ali uns três ou quatro dias depois, que aquele pequeno pé de feijão já ultrapassou as bordas do copo, vai crescendo cada vez mais para o alto, cada vez com mais viço e afinco. E a gente se apaixona, dessas paixões bestas e infantis, por aquele pequeno broto de vida. E a gente vai acreditando que aquilo vai frutificar, vai encorpar, vai ultrapassar todas as barreiras e se fechar como uma frondosa e convidativa árvore.

Quase que instantâneo. Amor também é assim.
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