Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé , doem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, a cabeça e as costas, de tanto desenhar.
Mas o que mais dói é a saudade.
E a saudade que acaba sendo a mais dolorida é a saudade da pessoa que você ama. Você nunca tocou, mas sente falta da pele, do cheiro, dos beijos, da presença e até da ausência consentida.
Você podia ficar no quarto e ele na sala, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para a médica e ele pra faculdade, mas sabiam-se onde. Vocês podiam ficar o dia sem se falarem, mas sabiam-se amanhã.
Saudade é basicamente não saber.
Não saber se ele está fungando na cidade fria. Não saber se ele está tossindo por causa daquela alergia. Não saber se ele está usando aquela blusa. Não saber se ele está fazendo as refeições como prometeu. Se ele tem assistido às palestras, se conseguiu entrar na internet, se está passando frio, se teve crises por falta de açúcar, se está rindo com os amigos, se está bem.
Saudade é não saber.
Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a si mesma o tempo todo por isso...
Saudade é não saber de quem se ama, e ainda assim doer.
Mas o que mais dói é a saudade.
E a saudade que acaba sendo a mais dolorida é a saudade da pessoa que você ama. Você nunca tocou, mas sente falta da pele, do cheiro, dos beijos, da presença e até da ausência consentida.
Você podia ficar no quarto e ele na sala, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para a médica e ele pra faculdade, mas sabiam-se onde. Vocês podiam ficar o dia sem se falarem, mas sabiam-se amanhã.
Saudade é basicamente não saber.
Não saber se ele está fungando na cidade fria. Não saber se ele está tossindo por causa daquela alergia. Não saber se ele está usando aquela blusa. Não saber se ele está fazendo as refeições como prometeu. Se ele tem assistido às palestras, se conseguiu entrar na internet, se está passando frio, se teve crises por falta de açúcar, se está rindo com os amigos, se está bem.
Saudade é não saber.
Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a si mesma o tempo todo por isso...
Saudade é não saber de quem se ama, e ainda assim doer.

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